O que mudou para os setores de antifraude com a nova CNH?


Foto: Divulgação/Detran-RJ


A CNH mudou novamente, mas, dessa vez, foram mudanças mais profundas, tanto funcional quanto graficamente. A aparência ficou bem diferente da anterior, alguns campos de dados mudaram de lugar, outros foram acrescentados, novos tipos de fontes (letras), etc, exigindo novas formas de análise documental para sua veracidade.

Assim como já tem sido, a nova CNH poderá ser portada no modelo físico ainda, mas também no digital ou em ambos. Apesar de ser bem mais padrão que o RG, a CNH pode ter diferenças até bem específicas de estado para estado, o que aumenta, no mínimo vinte e sete (todas as unidades federativas do Brasil), a quantidade de modelos distintos de documentos de identificação para serem conhecidos e analisados pelas empresas de antifraude.


O modelo anterior ainda vai permanecer por alguns anos para ser analisado, principalmente pelo fato de a validade ter se estendido por dez anos ainda no padrão anterior de CNH, a adesão do novo modelo acontecerá de modo natural e gradual, e só quem vai renovar ou emitir a segunda via do documento receberá este modelo. Ao longo dos anos, a expectativa é que todos os motoristas passem a ter a nova CNH em mãos, seja através do modelo impresso ou do formato digital. Portanto, você que tem uma equipe de analistas de documentoscopia irá “conviver” com as duas formas de CNH por, no mínimo, uns dez anos pela frente, sem levar em consideração a lei que passou a aceitar esse documento com data de validade vencida para ser utilizado como documento de identificação apenas.


Foto: Reprodução/Detran-SP

Como a maioria dos documentos de identificação mais recentes, o modelo físico vem com uma série de elementos gráficos de segurança como linhas numismáticas, impressão tipográfica com tinta sensível a luz UV (para ser verificada através de aparelho que utiliza essa iluminação), impressões com tinta prata anti-scanner com reação a luz UV, holograma de segurança, see through (aquela bandeirinha que se completa quando colocada contra a luz) e assim segue.


Mas esses itens de segurança do papel pouco valem para análises feitas utilizando a foto ou scanner do documento físico, portanto, servem basicamente para análises forenses que utilizam essa técnica e uma lista extensa de aparelhos bem específicos, além do tempo que é necessário para se chegar ao laudo. Para nós, que realizamos análises, não menos precisas, que chegam a levar pouco mais de um minuto, todos esses pontos de segurança vão fazer pouquíssima diferença, principalmente pela questão da qualidade das imagens que os clientes dos nossos clientes nos enviam, suficientes para a análise, porém, baixas para certos detalhes a serem visualizados.


Algumas empresas estão confiando simplesmente na leitura do QR code que, convenhamos, é uma “mão da roda” quando pensamos em velocidade e em expertise, ou na falta dela, pois nos traz uma pequena foto da CNH e os dados relacionados à mesma. O problema é a questão que eu abordei na matéria O novo desafio para os fraudadores: biometria facial”, que você pode encontrar no site da HS Prevent. Nesta matéria eu explico o novo modus operandi dos fraudadores por causa da biometria facial automatizada, que está conseguindo burlar esses sistemas e não garante que o documento de identificação seja verdadeiro, mesmo que a foto e os dados estejam convergentes entre si e com os birôs de face. Olha lá! Vale a pena conferir.


A inclusão do nome social não é mais uma novidade, mas a inclusão da filiação afetiva, sim. O condutor poderá inserir, não mais a filiação que consta no seu documento de origem, mas, o nome das pessoas que considera como pais. Os novos motoristas, que durante um ano adquirem uma permissão, terão uma letra “P” ao lado do campo “ACC” e, quando conquistarem a definitiva, passarão para a letra “D”. Quanto à categoria, a nova CNH ganhou uma tabela enorme com quatorze tipos, mas nem todas constam no código de trânsito brasileiro. É isso mesmo! Apesar de o novo modelo prever todas essas categorias, a legislação terá que ser atualizada ainda. Mas isso nada interfere na análise documental também.


Algo que, na minha humilde opinião, fazia falta, mas foi inserida agora, é o local de nascimento do condutor, o que no RG consta como “Naturalidade”. A data de emissão, antes localizada no verso do documento, agora está na frente, ao lado da data de validade, ou seja, ficou muito mais fácil na hora de fazer algumas conferências. A assinatura do condutor agora está embaixo da foto que, para mim, faz bem mais sentido.


Foto: Reprodução/Detran-GO

Algumas pessoas gostaram das novas cores da CNH que agora são predominantemente verde e amarela. Apesar de me considerar patriota e gostar dessas cores, não gostei muito da combinação, mas isso não tem a menor importância para aquilo que é o mais importante: as análises. Olhando o novo documento físico, segurando-o com a mão, e comparando com o anterior, percebi que os meus quase cinquenta anos de idade fazem toda a diferença. Como a quantidade de dados aumentou, as letras ficaram bem menores e, então, chegou até mim a dificuldade para lê-los. Ainda bem que fazemos as análises através de imagens, para darmos o “zoom” que precisarmos. A foto ficou menor também, no geral.


Falando ainda de fonte, estamos acostumados a ter CNH com fonte de passo fixo, com exceção de um certo modelo raro da paraíba, porém, agora passou a ser de largura-variável. Na prática, essa nova característica não atribui dificuldade às análises, somente muda o tipo de técnica a ser utilizada pelo analista. Quase todos nossos clientes, ao saberem da emissão do novo modelo de CNH a partir de junho, trataram de nos consultar a respeito das dificuldades e riscos que poderiam nos sobrevir, e uma das maiores dúvidas era se tínhamos capacidade técnica para essa novidade. Para todos demos a seguinte resposta: a nova CNH teve mudanças gráficas profundas, além dos dados, mas ainda se trata de um documento de identificação padrão, ou seja, a nossa técnica de análise documental da estrutura gráfica é suficientemente precisa para validá-la. Tanto foi, que hoje já fazemos as análises dos modelos de todos os estados que emitem o novo espelho, os digitais e os físicos, com a mesma segurança e precisão dos modelos anteriores.


Mas não podemos “baixar a guarda”, prosseguimos com os estudos diários dos modelos e variações da nova CNH com o intuito de garantirmos o processo de validação documental, eliminando tanto o falso positivo quanto o falso negativo, ambos prejudiciais às mesas de risco, crédito e segurança do produto.

 

Esteira de Análise Completa


Estrutura da mesa de análise

A Mesa de Análise Antifraude da HS Prevent está aqui para garantir a segurança do bem mais visado atualmente: dados pessoais. Nossos clientes, grandes ou pequenos, podem personalizar a análise de acordo com suas políticas internas, tudo de forma remota e fácil. Nossa abordagem única não é apenas o que nos diferencia, mas também o que nos faz uma empresa de SSP






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